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Trabalho: IBGE aponta emprego estável

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25/07/2014 - 10:47

Rio - A greve parcial no IBGE interrompeu, pelo segundo mês consecutivo, a divulgação do resultado completo da pesquisa mensal de emprego. A paralisação comprometeu o cálculo da taxa média de desemprego de junho, feito com resultados das seis maiores regiões metropolitanas do País, após atraso na coleta dos dados de Salvador e Porto Alegre. Não houve, segundo o IBGE, tempo hábil para a análise dos dados.

O instituto pretende divulgar em breve os dados atrasados de maio e de junho, mas não fixou data. Sem a média, a principal referência é São Paulo, onde a taxa ficou estável em 5,1% no mês passado, a menor para um mês de junho desde que a pesquisa começou a ser feita pelo instituto, em 2002.

GREVE

A paralisação no IBGE já dura dois meses. Os funcionários em greve exigem, entre outras coisas, equiparação salarial com outros órgãos públicos, como o Ipea e o Banco Central. Na greve de 2012 havia sido fechado um acordo para o reajuste de 15,8%, escalonado nos três anos seguintes.

Desta vez, foi criado um grupo de trabalho com representantes do sindicato e da direção do instituto para redefinir a carreira no IBGE e apresentar uma proposta conjunta ao Ministério do Planejamento, ao qual o órgão é vinculado, até o fim do ano. Mas o cronograma eleitoral dificulta uma definição antes de 2015.

A direção do IBGE afirma que a paralisação tem perdido a força. O instituto estima que 9% dos funcionários ainda estejam em greve. O Assibge (sindicato da categoria) diz que o maior obstáculo para o fim do movimento é a demissão de 200 empregados temporários durante a paralisação, que quer ver revertida.

Já a direção do IBGE alega que as demissões decorreram da baixa produtividade e assiduidade dos terceirizados e diz que a questão será decidida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) quando este voltar do recesso, em agosto.

O IBGE tem hoje 5.900 servidores efetivos e 4.300 contratados para serviços por tempo determinado -admissões válidas por três meses que podem ser renovadas, no máximo, por até três anos.

Procurado, o Planejamento informou que a ministra Miriam Belchior está em férias. A pasta diz apenas que não há possibilidade nem de reajuste nem de equiparação salarial até 2015, quando vence o acordo firmado em 2012.

 

Fonte: Jornal O Popular

 

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