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Poupança tem menor entrada de recursos para novembro em três anos

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05/12/2014 - 08:47

No mês passado, depósitos superaram retiradas em R$ 2,53 bilhões.
Com nova alta do juro, aplicações em poupança perdem atratividade.

A caderneta de poupança parece estar atraindo menos os brasileiros. Em novembro, os depósitos na aplicação superaram os saques em R$ 2,53 bilhões – a menor entrada líquida de recursos para meses de novembro desde 2011, quando houve o ingresso de R$ 30 milhões da caderneta, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (4).

No acumulado dos onze primeiros meses deste ano, os depósitos na poupança superaram as retiradas em R$ 18,6 bilhões, a menor entrada de recursos para este período do ano também desde 2011, quando R$ 10,59 bilhões entraram na caderneta. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve queda de 69% (em relação ao ingresso de R$ 59,84 bilhões em 2013).

Depósitos, retiradas e saldo da poupança
Em novembro deste ano, ainda segundo o BC, os depósitos na caderneta de poupança somaram R$ 139,26 bilhões, enquanto os saques ficaram em R$ 136,73 bilhões. O volume dos rendimentos creditados nas contas dos investidores alcançou R$ 3,68 bilhões no mês passado.

Com isso, o volume total de recursos aplicados na caderneta subiu em novembro deste ano. No fechamento de 2013, o estoque de recursos na poupança totalizava R$ 597,94 bilhões, subiu para R$ 647,5 bilhões em outubro e para R$ 653,7 bilhões em novembro.

Cenário econômico e baixa atratividade
O cenário econômico atual, com alta da inflação e do nível de endividamento das famílias, tem contribuído para a queda no volume de entrada de recursos na caderneta de poupança neste ano, segundo análise de economistas.

Além disso, o processo de aumento dos juros básicos da economia (a Selic) também contribui para a perda de atratividade da poupança frente aos fundos de renda fixa. De acordo com cálculos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), com o aumento da taxa básica de juros da economia de 11,25% para 11,75% ao ano nesta semana, as aplicações em renda fixa como fundos de investimento mantêm mais atratividade e continuam ganhando da poupança na "maioria das situações".

Isso ocorre porque o rendimento dos fundos de renda fixa sobe junto com a Selic. Já o rendimento das cadernetas, quando a taxa de juros está acima de 8,5% (o que acontece desde agosto), é fixo em 6,17% ao ano mais a variação da TR (Taxa Referencial, que é calculada pelo BC). Segundo a Anefac, as cadernetas de poupança vão continuar mais interessantes frente aos fundos de renda fixa quando a taxa de administração cobrada por eles for superior a 2% ao ano.

Em 2013, as aplicações feitas na caderneta de poupança perderam para a inflação. A expectativa é de que isso aconteça novamente neste ano, uma vez que a estimativa do mercado financeiro, para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), está em 6,43% para 2014 - acima, portanto, do rendimento da poupança de 6,17% mais TR.

Fundo de reserva
Especialistas avaliam que, independentemente do rendimento, a caderneta de poupança ainda é uma boa opção de investimento em alguns casos. Pode ser uma boa opção, por exemplo, para pequenos poupadores (com pouco dinheiro guardado), para pessoas que buscam aplicações de curto prazo (poucos meses) ou que procuram formar um "fundo de reserva" para emergências – uma vez que não há incidência do Imposto de Renda.

Nos fundos de investimento, ou até mesmo no Tesouro Direto (programa do governo de compra de títulos públicos pela internet) há cobrança do imposto de renda e, na maior parte dos casos, de taxa de administração. Nos fundos de investimento e no Tesouro Direto, o IR incide com alíquota regressiva, ou seja, quanto mais tempo os recursos ficarem aplicados, menor é o valor da alíquota incidente no resgate.

Fonte: G1

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