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Trabalho: Recessão afeta criação de vagas no Estado em setembro

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16/10/2014 - 08:51

Goiás criou 2.136 empregos no mês passado e mesmo com a queda se manteve em 5º lugar entre os Estados que mais geraram empregos formais no ano, segundo o Caged

A desaceleração da atividade econômica e o início da recessão brasileira já começam a respingar na geração de empregos. A análise de especialistas se embasa no balanço do mercado de trabalho formal divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho. Em Goiás, as vagas com carteira assinada criadas em setembro deste ano (2.136) não chegam à metade do que foi gerado no mesmo período de 2013. É o quarto pior resultado em12 anos, conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Apesar disso, Goiás consegue se manter no 5º lugar entre os Estados que mais criaram postos de trabalho no acumulado do ano (janeiro a setembro) e o 8º nos últimos 12 meses. Duas atividades puxaram a queda na geração de vagas goianas: agropecuária (-565) e indústria de alimentos e bebidas (-448). O mais preocupante é a redução industrial, já que setembro é mês de pico de produção e, portanto, os empregos deveriam permanecer em alta, informa o coordenador-técnico da Federação da Indústria de Goiás (Fieg), Weligton Vieira. “A desaceleração da economia antecipou as demissões que começariam em outubro.”

preocupação

Weligton Vieira olha os números de emprego com preocupação. De janeiro a setembro, o setor gerou cerca de 25 mil vagas, quase 40% a menos do que em 2013. “Já pensamos na probabilidade de fecharmos o ano com saldo negativo nas vagas. Isso acarreta impacto à economia, já que, com menos emprego, caem renda e consumo.”

No caso da produção rural, setembro é um mês historicamente de redução de empregos, mas foi agravada este ano devido a três fatores. Conforme o assessor-técnico da Federação da Agricultura de Goiás (Faeg), Pedro Arantes, uma delas é climática: em função do atraso das chuvas no início do ano, houve também retardo e colheita mais lenta da cana de açúcar.

A queda de preços dos grãos no mercado internacional (soja e milho), em função do aumento da oferta de produtos de outros países, desestimulou os produtores a investir na correção do solo, que movimentaria mais mão de obra. Por fim, implantado neste ano nas lavouras de feijão, o vazio sanitário (período em que se elimina toda a plantação de uma área para evitar a ocorrência de pragas) também influenciou na redução de vagas.

Para o presidente do Conselho Regional de Economia de Goiás, Antônio Eurípedes de Lima, a principal causa da frenagem na geração de empregos é a falta de confiança dos empresários na condição política econômica, aliada ao cenário atual, de inflação e juros altos, inadimplência e queda no consumo.

“O emprego é a última coisa que os empresários reduzem, devido aos custos que se tem para demitir e contratar. Seguraram as vagas na esperança de que a situação mudaria, mas diante do agravamento, não conseguem mais manter o mesmo quadro”, opina.

comércio

Já impulsionados pela proximidade do fim de ano, comércio (825) e serviços (2.075) foram os setores que seguraram a geração de emprego em Goiás no positivo em setembro. A assistente de Recursos Humanos Ana Paula Lotero, 29, aproveitou uma dessas vagas na Adão Imóveis.

A empresa contratou duas pessoas em setembro (de um total de 12 efetivos e 15 estagiários ao longo do ano) e está com outras quatro vagas abertas. O ramo imobiliário se destacou na geração de postos formais no setor de serviços.

Números no País mostram desaceleração

(FP) 16 de outubro de 2014 (quinta-feira)

Brasília - Novos números sobre o emprego formal no País confirmam a desaceleração na geração de vagas com carteira assinada neste ano. Segundo o Ministério do Trabalho, foram abertos 123.785 postos de trabalho em setembro, menor resultado para o mês desde 2001.

Nos nove primeiros meses do ano, foram 904.913 vagas. É o menor saldo para esse período do ano na série histórica disponibilizada pelo governo para o dado acumulado, a partir de 2004.

positivos

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, disse que, na avaliação do governo, os resultados são positivos, pois o número de contratações ainda supera o de demissões. “Vocês (da imprensa) procuram os números negativos. Eu procuro os positivos”, afirmou. “Não foi o pior setembro desde... Foi o melhor setembro, porque acrescentamos novas vagas.”

Dias afirmou que a queda na abertura de novas vagas não se deve à desaceleração da economia, que para ele está crescendo, mas à necessidade menor de contratação de trabalhadores formais.

Por isso, a geração de empregos com carteira, em queda desde o primeiro ano do governo Dilma Rousseff no acumulado do ano, será ainda menor em 2015, segundo o ministro. Ele afirmou ainda que a comparação com anos anteriores não faz sentido do ponto de vista “científico” em um ambiente de pleno emprego.

“Todos os números são positivos. Não há números negativos”, afirmou. “Está faltando emprego?” Questionado sobre os brasileiros que ainda estão desempregados ou na informalidade, Dias afirmou que 100% de formalização é algo que não existe.

Fonte: Jornal O Popular

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