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Trabalho: Interior oferece mais empregos

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16/05/2014 - 09:43

Participação do interior no saldo de vagas no ano passado, em Goiás, foi maior do que na capital
Já se foi o tempo em que muitos moradores de municípios do interior precisavam se mudar para a capital em busca de oportunidades de trabalho. A expansão do agronegócio e a concessão de incentivos fiscais ajudaram a mudar essa realidade: o mercado de trabalho oferta cada vez mais vagas fora das capitais. A chegada de grandes indústrias de setores como transformação, extração mineral e sucroalcooleiro elevaram a geração de riquezas e a renda, passando também a atrair pequenas empresas e mais empregos para o interior.
O resultado é que dos 33.053 empregos criados no Estado em 2013, 22.231 foram no interior, cuja participação no saldo de postos formais gerados (diferença entre admissões e demissões) passou de 62,3% em 2012 para 67,3% em 2013, de acordo com o dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Municípios como Aparecida de Goiânia, Anápolis, Rio Verde e Catalão se destacam como grandes geradores de empregos. Em 2013, mais de 10% dos novos postos de trabalho criados no Estado foram em Anápolis.
Rio Verde
Quatro anos atrás, segundo dados do Sine, a oferta de postos de trabalho em Rio Verde, no Sudoeste do Estado, só era menor do que a de Goiânia. Em 2010, a agência local ofereceu 10.392 vagas de emprego. O município fechou o ano passado com 8.300 vagas ofertadas, das quais 60% foram preenchidas.
O coordenador Cairo Santos informa que a agência disponibiliza mais de 600 oportunidades de trabalho todos os meses. Praticamente metade das vagas anunciadas pelas empresas está na área de serviços. O comércio responde por 30% e a indústria de transformação, 15%. O restante está na construção civil, na agropecuária ou no mercado informal. De acordo com Cairo, os cursos técnicos têm representado uma oportunidade de acesso à carteira assinada.
Menos de um mês depois de deixar o emprego de caixa em um banco, Nathan Faria Moraes, 23 anos, já estava contratado para a mesma função em uma loja de roupas aberta há dois meses no centro da cidade, a Lojas Meizzi. “Felizmente não tive de esperar muito”, diz, aliviado. Segundo a gerente da loja, Juliana Santos Monteiro Costa, a empresa está satisfeita com os resultados na cidade e estuda ampliar o quadro de funcionários.
No próximo mês, a rede Havan também inaugura uma nova loja de departamentos na cidade, que deve gerar de imediato 250 vagas de trabalho. O Buriti Shopping, que tem inauguração prevista para o segundo semestre, deve abrir cerca de 2.500 empregos diretos e indiretos este ano em Rio Verde.
Crescimento
A participação do interior no Produto Interno Bruto Goiano (PIB) também crescido, passando de 73,2% em 2005 para 75,1% em 2011. O secretário de Cidadania e Trabalho do Estado, Francisco de Assis Peixoto, lembra que empresas atraídas por incentivos tem optado, principalmente, por locais com boas perspectivas de crescimento, como Rio Verde, Catalão, Anápolis e Itumbiara. “Um exemplo é o da Caramuru, que já gerava muitos empregos e abriu mais postos com a verticalização da produção”.
Para atender a essa demanda, o Sine já conta com unidades nos principais municípios goianos, como Aparecida, Anápolis, Rio Verde, Caldas Novas e Itumbiara, além de Luziânia. Mas o secretário adverte que, muitas vezes, a oferta de vagas supera a mão de obra disponível na região. Para atender a demanda, o Sine tem feito parcerias com a Secretaria de Ciência e Tecnologia, governo federal e com o Sistema S para qualificação. “Essas oportunidades que chegam ao interior evitam a migração para a capital.”
É o caso da vendedora Daiana Silva, que há um mês conseguiu emprego na loja O Boticário do Luziânia Shopping, no Entorno de Brasilia. Depois de ficar oito meses desempregada, ela está satisfeita com o novo trabalho. “Foi uma benção na minha vida. Tanto tempo desempregada a gente vai ficando desesperada por causa das contas.”
inchamento
O superintendente regional do Trabalho e Emprego em Goiás, Arquivaldo Bites, lembra que essa interiorização do emprgo evita o inchaço populacional nas capitais, mantendo a população economicamente ativa nesses municípios, e interioriza o desenvolvimento.
“Essa nova realidade é muito positiva, pois havia um desequilíbrio com uma grande parcipação da capital”. Mas ele adverte que cidades do entorno de Goiânia, como Aparecida, entram nas estatísticas do interior do Estado.

Pequenas empresas descobrem oportunidades fora da capital

A modernização do agronegócio e a instalação de grandes empresas no interior do Estado tem aumentado a renda nesses municípios, que passaram a despertar a atenção das pequenas empresas também. Muitas prestam serviços para as grandes, enquanto outras simplesmente enxergam a oportunidade de novos mercados fora da capital para atender essa nova demanda por consumo.
O professor de Economia da Universidade Federal de Goiás (UFG) e especialista em Mercado de Trabalho, Sandro Monsueto, lembra que a modernização da produção agrícola tem elevado a renda no interior nos últimos cinco anos, atraindo pequenas empresas, que são grandes geradoras de empregos. “Antes, essa população precisava viajar muito para comprar e, agora, não precisa mais sair para comprar algum produto”.
Esses municípios também recebem cada vez mais instituições públicas e privadas de ensino superior. Para ele, a maior tranquilidade e segurança no interior também tem atraído muita gente que vivia na capital. Geralmente, são pessoas com melhor poder aquisitivo, que podem consumir mais produtos e serviços.
Redução de custos
A CEO do Grupo Empreza, Helena Machado Ribeiro, lembra que há cerca de cinco ou seis anos teve início uma tendência de interiorização de empresas, principalmente com a concessão de incentivos fiscais e a busca pela redução de custos, que são sempre maiores nas capitais. Ela explica que, em municípios do interior essas empresas têm até acesso mais facilitado a terrenos para se instalar . O resultado é que elas alavancam toda economia em torno dessas cidades.
O Estado já é referência no setor sucroalcooleiro e farmoquímico. Isso tem ajudado Goiás a registrar uma média de geração de empregos superior à média nacional nos últimos anos. Inclusive, a participação do interior goiano na geração de empregos é mais expressiva que em Estados importantes como Rio de Janeiro (27%) e Rio Grande do Sul (64%).
Helena Machado ressalta a importância do crescimento das pequenas empresas no interior. “São elas que geram 70% dos empregos no País”, destaca. Porém, a falta de trabalhadores qualificados continua sendo um grande problemas para a área de recursos humanos. Ela conta que, recentemente, precisou contratar 400 empregados para uma mineradora em Niquelândia e demorou o dobro do tempo que estimava. “Precisamos até buscar pessoal em outros locais que não imaginávamos para ocupar todas as vagas”, informa.
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Brasileiro já trabalha menos que 44 horas semanais

Entra ano eleitoral e as centrais sindicais levantam a mesma bandeira, defendida em toda e qualquer manifestação: a jornada de trabalho deve cair das atuais 44 horas semanais para 40 horas. Os empresários, por outro lado, defendem o contrário, e na semana passada chegaram a levar à presidente Dilma Rousseff, durante encontro em São Paulo, um pedido explícito para que a Constituição não seja alterada, e que a jornada continue de 44 horas. Os números do mercado de trabalho, no entanto, indicam que, na realidade, o brasileiro já trabalha menos do que determina o texto constitucional.
No primeiro trimestre deste ano, a média de horas efetivamente trabalhadas pelos brasileiros foi de 39,7, por semana. Em relação ao mesmo período do ano passado houve uma elevação - a jornada de trabalho foi de 38,6 horas, em média, nos primeiros três meses de 2013.

Fonte: Jornal O Popular


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