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Para economistas, cálculo de remuneração do fundo está defasado e prejudica trabalhador

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29/05/2013 - 11:34

Especialistas concordam que a atual forma de cálculo do FGTS está defasada e que o trabalhador sai perdendo, com uma remuneração bem abaixo da inflação. Hoje, ela é obtida por juro de 3% acrescido da Taxa Referencial (TR), essa última praticamente zero desde meados do ano passado. Nos últimos 12 meses, a inflação medida pelo INPC subiu 7,16%. Os especialistas alertam, no entanto, que a substituição da TR por um índice de preços, como propõem os sindicatos, representa o risco de aumentar a indexação da economia, o que é mais nocivo ao trabalhador.

O economista e professor de matemática financeira José Dutra Vieira Sobrinho afirma que, desde 1999, a TR deixou de acompanhar a inflação. Ele calcula que, nos últimos 15 anos, enquanto o INPC subiu 160,67%, a TR variou 41,02%. Segundo ele, se fosse feita feita a correção do FGTS pelo INPC, como reivindica a Força Sindical, haveria impacto direto nos financiamentos habitacionais, que também teriam que ser corrigidos pelo índice de preços e, ainda, na poupança.

- É algo que é preciso ser analisado com muito cuidado. Seria uma bagunça total no mercado. É preciso examinar as consequências - O mais grave é que se propõe que essa mudança retroaja. Quem vai cobrir isso e com quais recursos?

O economista Fabio Gallo Garcia, da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP), defende que a remuneração do FGTS deveria, no mínimo, cobrir a inflação do período, com cálculo semelhante à poupança.

- Poderia até perder um pouco da inflação, mas indexar a economia seria pior. O grande inimigo é a inflação.

Fonte: O Globo


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