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País tem de crescer para dólar não 'disparar', diz ministro da Fazenda

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02/09/2015 - 08:38

Levy disse que atingir meta fiscal 0,7% do PIB em 2016 é 'desafio'.
'É evidente que a casa não está em ordem', afirmou.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, declarou nesta terça-feira (1), durante audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, que é evidente que a "casa não está em ordem" e acrescentou que o país tem de crescer e aumentar o nível de confiança na economia para não ver o dólar "disparar".

"É evidente que a casa não está em ordem e a gente precisa crescer e ter a confiança para não ver o dólar disparar", afirmou o ministro da Fazenda. Nesta terça-feira (1), a moeda norte-americana subiu 1,68%, a R$ 3,688. Este é o maior nível de fechamento desde 13 de dezembro de 2002, quando a moeda terminou o dia cotada a R$ 3,735, segundo a Reuters.

A alta do dólar barateira as exportações e torna as importações mais caras, contribuindo para melhorar o saldo da balança comercial brasileira. Ao mesmo tempo, também encarece as viagens de brasileiros ao exterior, pois torna as passagens e hotéis, cotados em moeda estrangeira, mais caros.

Orçamento desequilibrado
No Congresso Nacional, o ministro da Fazenda também avaliou que o orçamento de 2016, enviado ontem ao Congresso Nacional pelo governo federal, está com "desequilíbrio". A peça orçamentária foi enviada, pela primeira vez, com a previsão de um déficit (receitas menores do que despesas) de R$ 30,5 bilhões, o equivalente a 0,5% do Produto Interrno Bruto (PIB).

Meta fiscal em 2016
Em seguida, porém, ele afirmou que há "disposição" por parte do governo federal em atingir uma meta de superávit primário (economia para pagar juros da dívida pública) da ordem de 0,7% do PIB em 2016 - objetivo anunciado pela equipe econômica em julho deste ano, e, teoricamente, abandonado com o envio do orçamento do ano que vem ao Congresso Nacional - contemplando um déficit fiscal.

"Vimos ontem um desequilíbrio do orçamento, mas há disposição do governo de encontrar soluções conciliadas para o orçamento e segurança fiscal. Para alcançarmos a meta, que já é reduzida, de 0,7% do PIB no ano que vem. É um desafio", declarou Levy.

Vimos ontem um desequilíbrio do orçamento, mas há disposição do governo de encontrar soluções conciliadas para o orçamento e segurança fiscal. Para alcançarmos a meta, que já é reduzida, de 0,7% do PIB no ano que vem. É um desafio"

Segundo o ministro da Fazenda, "esse é o momento de a gente mostrar maturidade e encontrar soluções parao brasil retomar a rota do crescimento". A audiência pública visa discutir a situação das contas dos estados brasileiros, sendo que alguns deles, como o Rio Grande do Sul, passam por crise, com dificuldade de pagamento dos salários dos servidores e, também, da dívida com a União.

Desafios fiscais
Segundo o ministro da Fazenda, a situação fiscal é um tema de interesse de todos, um desafio de todos, em todos níveis da federação. "Temos de procurar entender e encontrar encaminhamentos adequados, que criem um clima de previsibilidade e segurança para as empresas e famílias. É muito difícil uma economia crescer quando tem desequilibrios e incertezas fiscais", disse Levy. 

O minsitro da Fazenda acrescentou que o período de expansão da economia brasileira, e também mundial, já se esgotou com o fim do ciclo de alta dos preços das "commodities" (produtos básicos com cotação internacional, como minério de ferrol, petróleo e alimentos).

"Vivemos situação global bastante desafiante, com pontos de interrogação em relação à china, vemos o desafio do México, da Colômbia. Até a Índia que todo mundo acreditava que ia crescer muito, começa a desapontar. Temos de estar atentos. Ambiente desfavorável. Durante muitos anos, tivemos grande demanda pelas 'commodities'. Em que parecia que estava tudo resolvido. Quando a fonte autônoma de demanda esmorece, a gente descobre que nem tudo esta resolvido', declarou ele. 

Em seguida, citou um ditado. "Um ditado americano diz que, quando a maré baixa, se descobre quem está de calção e quem está sem calção. A gente tem de tratar os problemas, que nem sempre são novos. São problemas antigos que, quando mudam as circunstâncias, temos de enfrentá-los", concluiu Levy.

Fonte: G1

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