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Juros futuros têm ajustes em dia de cautela nos mercados

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20/10/2015 - 08:14

As declarações de ontem da presidente Dilma Rousseff reforçando a permanência de Joaquim Levy à frente do Ministério da Fazenda foram bem recebidas no mercado

 

Esta segunda-feira (19/10) foi um dia misto de alívio e cautela no mercados de câmbio e juros, que dividiram as atenções entre fatores nacionais e internacionais. As declarações de ontem da presidente Dilma Rousseff reforçando a permanência de Joaquim Levy à frente do Ministério da Fazenda foram bem recebidas no mercado, que encerrou a semana passada com alto grau de desconfiança quanto ao futuro do ministro.

Os rumores em torno de uma suposta carta de demissão no final da tarde de sexta-feira pareciam fazer sentido, uma vez que a política econômica de Levy vinha sofrendo críticas dentro do PT e, principalmente, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em Estocolmo (Suíça), Dilma foi enfática ao garantir que Levy não está saindo do governo e classificou como especulação os questionamentos quanto a esse assunto.

O mercado respondeu com alívio, mas não deixou de lado a cautela com a questão política. Isso porque a percepção é de que o "fogo amigo" em torno de Levy deve continuar nos próximos dias, uma vez que há assumida discordância em setores do PT em relação à condução da política econômica do governo.


Outro fator que manteve a cautela do investidor foi o cenário internacional, que teve na divulgação de indicadores econômicos na China a sua principal influência. O Produto Interno Bruto (PIB) chinês cresceu 6,9% no terceiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado veio abaixo dos 7% registrados nos dois primeiros trimestres do ano. Esta foi a primeira vez que o indicador fica abaixo dos 7% desde 2009. Os dados sugerem que as medidas do governo para apoiar a atividade econômica não foram suficientes para evitar a desaceleração da economia. As incertezas quanto à capacidade da China de voltar a crescer levaram à valorização do dólar frente à maioria das moedas ao redor do mundo, com reflexos também no Brasil.

Nos negócios na BM&FBovespa, as taxas se ajustaram para cima na comparação com o ajuste de sexta-feira - antes da intensificação dos boatos sobre Levy - e para baixo na comparação com as taxas do fechamento do horário estendido. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2016 fechou com taxa de 14,304%, contra 14,314% do ajuste de sexta-feira e 14,350% do fechamento no horário estendido. O DI de janeiro de 2017 terminou hoje com taxa de 15,42%, de 15,38% do ajuste (15,56% no horário estendido de sexta-feira). O vencimento de janeiro de 2021 ficou com taxa de 15,82%, ante 15,76% do ajuste anterior (16,03% no estendido).

 

Fonte: Correio Braziliense

 

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