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Inflação: Indexação cria nova dor de cabeça para BC

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05/08/2013 - 09:21

Brasília - A mão que o Banco Central (BC) perdeu com a inflação, quando o IPCA estourou o teto da meta e atingiu a marca de 6,7% no acumulado em 12 meses até junho, já começa a sair cara para a instituição. O BC promete entregar o índice dentro do limite de 6,5% em dezembro, mas em uma economia ainda indexada, alguns setores já se beneficiaram da taxa mais alta vista no meio do ano.

As taxas de embarque dos aeroportos internacionais de Brasília, Campinas e Guarulhos, por exemplo, ficaram 6,7% mais caras em julho. Para conceder o reajuste, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) levou em conta justamente o IPCA dos 12 meses até o encerramento dos contratos.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) orientou os planos de saúde a respeito do aumento anual, válido de maio a abril de 2014. A autarquia limitou a 9,04% o porcentual a ser aplicado aos planos individuais ou familiares. Assim a alta, que teve aval do Ministério da Fazenda, ficará em alguns casos maior do que o IPCA do último ano. O teto vale para contratos de 8,4 milhões de pessoas. Segundo a ANS, a metodologia para definir o índice é a mesma desde 2001 e leva em conta a média dos porcentuais de reajuste dados pelas operadoras aos planos coletivos com mais de 30 beneficiários. Este ano foi considerado também o impacto de fatores externos, como o uso dos 60 novos procedimentos incluídos no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde.

Setor privado acompanha tendência

Brasília - O setor privado também acompanha a alta da inflação. O BC já demonstrou preocupação com o tema na última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), citando que a confiança de empresas e famílias sobre o tema piorou e que isso pode ser um gatilho para mais inflação.

A insegurança dos agentes já tem movimentado escritórios de advocacia, principalmente nas áreas de varejo e seguros. “O tema está muito em evidência”, diz o coordenador do setor Contencioso Empresarial da Siqueira Castro Advogados, Gustavo Gonçalves Gomes. Segundo ele, aumentou o volume de empresas que querem saber as consequências legais e de mercado para quem descumprir contratos e tentar perder menos com a alta da inflação. “Estamos naquele momento em que as empresas estão se preparando para tomadas de decisão.”

Ponto de partida das negociações salariais, a inflação ainda será muito citada por sindicatos no segundo semestre, período dos dissídios das categorias consideradas mais organizadas, como bancários e metalúrgicos. A questão, conforme o coordenador de relações sindicais do Dieese, José Silvestre, é que em tempos de inflação mais alta, menores são os ganhos para os empregados. Ele segue confiante de que os trabalhadores conseguirão aumento real, mas o ganho será inferior ao de 2012.

Fonte: Jornal O Popular


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