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Imposto de Renda: Reunir documentos na última hora é arriscado

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23/04/2014 - 08:52

Para não perder o prazo e evitar multa, recomendação é transmitir a declaração e retificar depois

Na última semana de prazo para enviar a Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física para a Receita Federal, que vence no próximo dia 30, muita gente pode ter problemas para reunir toda a documentação necessária. Nessa correria, podem ocorrer vários problemas, como o envio de informações erradas, que acabam levando contribuintes para a malha fina. Até ontem, pouco mais da metade dos 800 mil goianos obrigados a declarar tinha enviado a declaração.

Especialistas advertem que o mais importante é não perder o prazo: se faltar alguma informação, o melhor é preencher a declaração e enviar com o que estiver disponível, retificando depois. Por isso, a recomendação para quem ainda não acertou as contas com o Leão é reunir a papelada logo. “Na última semana, recebi um cliente que queria fazer a declaração, mas ainda não tinha nenhum documento”, lembra o contador José Alves, da Econt Contabilidade.

Ele conta que, este ano, começou a chamar seus clientes mais antigos para reunirem a documentação logo no início de março, o que agilizou o processo. “Já enviei a declaração de 70% dos clientes, mas sempre chega alguém de última hora querendo ser atendido.” De acordo com o contador, os atrasos ocorrem porque sempre falta algum documento, como um recibo de serviço médico que não foi pego ou de um veículo que foi comprado ou vendido.

Imposto

José Alves alerta que, por causa da falta dos recibos, geralmente a pessoa acaba pagando mais imposto. “Geralmente, quem deixa para a última hora são os mais distraídos em relação à documentação”, destaca. Ele adverte que o melhor é começar a preencher logo para descobrir o que está faltando para correr atrás.

Para ajudar a esclarecer dúvidas desses contribuintes de última hora, o Araguaia Shopping e a Faculdades Alfa realizam, pelo terceiro ano consecutivo, o projeto Domine o Leão. Até a próxima sexta-feira, alunos e professores da Alfa estarão no shopping atendendo contribuintes no período vespertino.

O professor Marcus Vinícius Rodrigues Lima, coordenador do Curso de Ciências Contábeis e de Pós-Graduação da área de Finanças e Gestão Pública da Alfa, informa que um dos maiores problemas nessa reta final é a falta de comprovação dos valores que se pretende declarar. Segundo ele, muitas vezes há um grande desconhecimento sobre o que pode ou não ser deduzido, além do modelo mais apropriado da declaração, se simplificado ou completo. “Muita gente insiste até em incluir despesas médicas com tratamentos estéticos”.

Alunos da Alfa dão orientações básicas

Muitas pessoas que nunca declararam Imposto de Renda receberam orientações dos alunos de Ciências Contábeis da Faculdades Alfa. Eles não podem preencher declarações, apenas dar orientações básicas, por conta de um acordo feito com o Conselho Regional de Contabilidade.

O professor Marcus Vinícius, da Alfa, concorda que aqueles que deixam para a última hora correm mais risco de errar e devem ficar atentos. Ele lembra que, em alguns casos, não é vantajoso incluir um dependente, principalmente quando ele recebe alguma renda, com pensão alimentícia. Segundo ele, quem se planeja adequadamente, consegue pagar bem menos imposto.

Demora

Uma das maiores causas da demora, segundo contadores, é o fato das pessoas demorarem a levar os documentos. “Por isso, quem não tem todas as informações, deve enviar o que tem e retificar depois para não perder o prazo”, adverte Marcus. Mas o supervisor do programa do Imposto de Renda da Receita Federal em Goiânia, Jorge Francisco Martins, alerta que a pessoa deve fazer a declaração o mais próximo possível do real até para saber o formulário é mais adequado para ela: simplificado ou completo.

Após o dia 30 de abril, esse modelo não pode mais ser trocado na retificação.

Para Jorge Martins, esse grande volume de declarações que ficaram para a última semana é algo que se repete todos os anos e a tendência é de congestionamento nos dois últimos dias. Quem perder o prazo estará sujeito a multa de 1% ao mês, nunca é inferior a R$ 165,74.

Fonte: Jornal O Popular


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