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Economia: BC afirma que alimentos vão ceder, e juros recuam

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26/02/2013 - 09:08

Presidente da instituição disse que a expectativa é que a inflação seja menor no 2º semestre

Nova York - O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, afirmou ontem que a inflação deve declinar no segundo semestre deste ano e que o crescimento da economia está voltando. Apesar de considerar a inflação “resiliente”, disse que há diversos motivos para acreditar em uma desaceleração. “A inflação dos preços de alimentação vai se moderar, assim como o crescimento do crédito”, afirmou.

Também disse que a recuperação “fraca” da economia global deve conter os preços.

Apostas desfeitas

No mercado financeiro brasileiro, o discurso foi interpretado como menos pessimista, o que ajudou a desfazer apostas de alta da taxa básica de juros (hoje em 7,25% ao ano) imediatamente. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) será em uma semana. Medições recentes da inflação em janeiro e em fevereiro (acima do esperado) alimentaram a expectativa de que o BC poderia elevar os juros no curto prazo para debelar reajustes de preços. Contribuíram declarações expressando preocupação de Tombini e do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Ontem, no início do dia, o mercado ainda reagia a esse cenário, depois de uma entrevista de Tombini ao jornal americano Wall Street Journal. Ele afirmou que o BC tem como meta a inflação e não o crescimento.

Mas, após o almoço, com as novas declarações de Tombini, a perspectiva mudou e as apostas de alta dos juros cederam, inclusive nos contratos com vencimento mais curto (no primeiro semestre). Ainda assim, os juros futuros para janeiro de 2014 estão em 7,8% - sugerindo pelo menos uma alta de 0,25 ponto porcentual até o fim do ano.

A cotação do dólar à vista também reagiu ao discurso de Tombini e teve leve alta de 0,25%, cotado a R$ 1,9770. O presidente do BC participou de evento da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos e da Americas Society. Ele mostrou diversos números sobre o crescimento das reservas brasileiras, a queda da dívida externa e o declínio da dívida pública de 2003 a 2012. Disse que o Brasil no ano passado foi o terceiro maior receptor de investimentos estrangeiros diretos, depois de Estados Unidos e China-Hong Kong.

Fonte: Jornal O Popular


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