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Contas públicas: Governo prepara cortes de gastos e menos subsídios

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10/11/2014 - 09:13

São Paulo - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, sinalizou ontem que o governo já prepara ajustes na política econômica no segundo mandato de Dilma Rousseff. Esses ajustes passam pelo corte de gastos e pela redução dos subsídios. “Precisamos realizar consolidação fiscal, sem estímulos fiscais para a economia”, disse, sem entrar em detalhes. “Temos de caminhar para uma alta gradual do (superávit) primário ante 2014.”

Segundo Mantega, cuja saída do Ministério no próximo mandato já foi anunciada, o resultado primário - a economia do governo para pagar os juros da dívida pública - deverá fechar 2015 em 2% a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Para isso, deve haver cortes de gastos, mas os estudos que vão viabilizar esses cortes ainda não foram finalizados, disse. “Assim que finalizarmos, anunciaremos para vocês”, disse o ministro, que participou do evento Encontro Fiscal 2014, na Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo.

Ele adiantou apenas que, no próximo ano, o governo vai reduzir os subsídios financeiros nos empréstimos do BNDES. E também mencionou reduções nos pagamentos de auxílio-doença, que hoje chegam a R$ 70 bilhões por ano, e na pensão por morte, que chega a R$ 90 bilhões. Sobre o fator previdenciário, ele disse que não está sendo discutido no Orçamento.

O fim dos subsídios, ou da política anticíclica, deve ocorrer por dois motivos, de acordo com o ministro. O primeiro deles é que o nível de atividade mundial vai se recuperar e isso vai ser positivo para a expansão do País. “Devagarinho, teremos melhoria da economia internacional”, disse. Um outro elemento é um reconhecimento de que as contas públicas precisam de ajustes, focalizados na redução de despesas.

Mantega ressaltou que os fundamentos macroeconômicos brasileiros são robustos, com bom desempenho das contas públicas e inflação sob controle. “Estamos saindo da crise com economia sólida e mercado consumidor forte”, disse. Nesse contexto, ressaltou que o Banco Central, no futuro, terá condições de adotar uma política monetária (de juros) mais flexível .

Fonte: Jornal O Popular

 

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