Atenção! Você está utilizando um navegador muito antigo e muitos dos recursos deste site não irão funcionar corretamente.
Atualize para uma versão mais recente. Recomendamos o Google Chrome ou o Mozilla Firefox.

Notícias

Citigroup prepara demissões e corte de bônus

Facebook
Twitter
Google+
LinkedIn
Pinterest
Enviar por E-mail Imprimir
03/12/2012 - 11:35

A unidade de banco de investimentos e negócios com títulos do Citigroup pretende eliminar mais 150 empregos e reduzir as bonificações de executivos em até 10%, em consequência do esfriamento dos negócios em Wall Street. A afirmação foi feita por duas pessoas a par das decisões. As demissões, que ocorrerão ainda neste trimestre, afetarão negócios como as operações com ações, disse uma das fontes, que pediu para ficar no anonimato porque os planos ainda não foram anunciados oficialmente.

Ainda segundo as fontes, as bonificações deste ano vão diminuir na divisão de operações bancárias e de títulos, que emprega cerca de 17 mil pessoas - mas os executivos com melhor desempenho serão poupados.

O diretor-presidente Michael Corbat, 52, que assumiu o comando do Citigroup no mês passado, junta-se agora às principais figuras de Wall Street no enfrentamento de uma queda do nível de atividade que atinge todo o segmento de banco de investimentos e negócios com títulos, além de exigências de capital mais duras e a crise da dívida na Europa. Goldman Sachs, Morgan Stanley e UBS estão entre os concorrentes que têm buscado reduzir seus custos.

Segundo uma das fontes, as novas demissões no Citigroup, o terceiro maior banco dos Estados Unidos, já estavam sendo programadas sob o comando do antecessor de Corbat, Vikram Pandit. "Estamos fazendo uma redução direcionada de pessoal em certos negócios e funções, ao longo do ano, como parte de nossos esforços para controlar as despesas no atual cenário," disse Danielle Romero-Apsilos, uma porta-voz do Citi, em comunicado por e-mail.

As instituições financeiras estão demitindo funcionários e se desfazendo de ativos enquanto tentam lidar com as novas regras para o fortalecimento de capital, redução dos riscos e prevenção de outra crise financeira. Os cortes de custos dos bancos de investimentos precisam ser severos para que eles possam lidar com o impacto das novas regras, escreveram este mês analistas da Sanford C. Bernstein.

Segundo esses analistas, as instituições financeiras precisam reduzir suas folhas de pagamento e o número de funcionários, além de se desfazer de quase um terço de suas operações com títulos para conseguir a metade dos retornos que tinham antes. Ao mesmo tempo, terão de substituir parte dos operadores por computadores.

Os cortes planejados pelo Citigroup somam-se a 1.200 demissões que o banco anunciou em janeiro para a divisão bancária e de corretagem de valores, que incluíram a dispensa de funcionários das áreas operacional e de tecnologia. Em julho, o Citigroup decidiu eliminar outros 350 empregos, segundo disse na ocasião uma pessoa a par do assunto.

A redução nas bonificações deste ano não será tão dura quanto a do ano passado, e nem todos serão afetados, uma vez que será baseada no desempenho individual, disseram as fontes. O banco cortou em cerca de 30% os bônus na divisão bancária e de corretagem em 2011, segundo informou uma fonte na época.

Uma das fontes disse que algumas das demissões ocorrerão em negócios que estão sofrendo com a desaceleração do setor, como os que gerenciam operações com ações para clientes corporativos. As empresas venderam US$ 386,3 bilhões em ações para os investidores nos primeiros nove meses deste ano, em comparação a US$ 433,6 bilhões no mesmo período de 2011, segundo dados da Bloomberg. Ao mesmo tempo, a receita da unidade de subscrição de ações do Citigroup encolheu 20%, para US$ 463 milhões, no período.

A unidade de negócios com ações está entre as operações que enfrentarão cortes, segundo uma das fontes. A receita desta unidade, comandada de Londres por Derek Bandeen, caiu 9%, para US$ 1,96 bilhão nos primeiros nove meses do ano. As despesas com remuneração e outros caiu 5%, para US$ 10,8 bilhões, na unidade nos primeiros nove meses do ano.

Fonte: Valor Econômico


Tópicos:
visualizações