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Bovespa fecha no menor nível desde abril de 2009

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17/03/2014 - 11:18

Ibovespa caiu 1,05%, a 44.965 pontos, e na semana houve perda de 2,77%.
Índice acumula quatro semanas seguidas de baixas.

A Bovespa encerrou em queda nesta sexta-feira (14), em seu menor nível de fechamento desde abril de 2009, puxada pelas ações das companhias de energia, após o governo anunciar medidas de ajuda ao setor.  Além da preocupação com a condução da política econômica brasileira para a área elétrica, os investidores se mostraram na defensiva antes do referendo na Crimeia no fim de semana.

O Ibovespa caiu 1,05%, a 44.965 pontos - menor nível de fechamento desde 22 de abril de 2009, quando terminou em 44.888 pontos. Veja cotação

Com a baixa deste pregão, o Ibovespa fechou sua quarta semana seguida no vermelho. O índice acumulou perda de 2,77% na semana e de 4,52% no mês. No ano, a queda é de 12,7%.

Os mercados europeus e norte-americanos também caíram, antes do referendo na Crimeia sobre separação da Ucrânia. O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, disse que haverá uma resposta ainda maior se a Rússia elevar ainda mais as tensões na Ucrânia e ameaçar o povo do país.

Índice de energia cai mais de 2%
O índice de energia elétrica da Bovespa caiu 2,14%, depois de o governo anunciar plano para cobrir rombo do setor estimado em R$ 12 bilhões, causado pela elevação do custo da eletricidade (o uso excessivo das termelétricas, mais caras que as hidrelétricas, é um dos responsáveis) e pela exposição das distribuidoras ao mercado de curto prazo, com preços de energia mais elevados do que os que elas costumam pagar nas negociações usuais, de longo prazo.

Para enfrentar o problema de caixa dessas empresas, o Tesouro fará aporte de R$ 4 bilhões na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e, para isso, o governo informou, sem dar muitos detalhes de como isso vai ocorrer, que deve fazer aumentos de impostos e uma nova negociação do Refis (Programa de Recuperação Fiscal oferecido às empresas que têm débitos com a Receita Federal).

Além disso, R$ 8 bilhões restantes devem ser captados no mercado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e pagos a partir do ano que vem pelos consumidores na conta de luz.

"O grande ponto é saber como vai ser feita essa emissão, se vai haver participação 100% do setor privado ou alguma do setor público via bancos oficiais. Nesse caso, não seria bem recebido porque ficaria com cara de 'triangulação'", disse à Reuters o economista Gustavo Mendonça, da Saga Capital.

Analistas da XP Investimentos acrescentaram ainda que a manobra não alivia em nada a pressão sobre os reservatórios das hidrelétricas e não retira a possibilidade de racionamento de energia ainda em 2014.

As ações de CPFL Energia, Cemig e Eletropaulo ficaram entre os destaque de queda, depois de subirem na véspera com expectativas sobre o anúncio.

Outro destaque de baixa foi a ação da construtora MRV Engenharia, que caiu mais de 12% após a empresa divulgar queda de 37,2% no lucro líquido do quarto trimestre. Analistas do Espírito Santo Investment Bank apontaram para a fraqueza na receita líquida e nas margens operacionais, que foram apenas parcialmente compensadas pela geração de caixa no período.

Na ponta positiva, ajudaram a evitar maior queda do Ibovepa as ações de siderúrgicas, com Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) Usiminas e Gerdau ficando entre as maiores altas após o JP Morgan elevar a recomendação das empresas para "overweight", citando a forte correção que os papéis têm sofrido.

A CSN disparou mais de 11%, depois do Conselho de Administração da companhia ter aprovado programa de recompra de até 70,2 milhões de ações, 10% dos papéis em circulação da empresa no mercado, com prazo de recompra de apenas um mês.

A ação da ALL avançou 5,15% depois de a empresa obter licença ambiental para finalizar a duplicação da ferrovia entre Campinas e o Porto de Santos, que deverá elevar a capacidade de transporte de 15 para cerca de 40 pares de trens por dia.

Fonte: G1


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