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Bancos elevam recursos para empresas pagarem 13º salário

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09/11/2015 - 10:08

Bancos que dão crédito para empresas pagarem o 13º salário de seus funcionários registraram aumento neste ano pela procura por essas operações, especialmente entre as indústrias de médio porte.

Até outubro, a Caixa financiou R$ 4 bilhões para o pagamento do 13º salário de empresas —R$ 1 bilhão a mais que no mesmo período do ano passado. O prazo dado às empresas é o principal atrativo —passou de 48 para 60 meses.

De janeiro a dezembro de 2014, a Caixa liberou R$ 8,1 bilhões. A previsão neste ano é chegar a R$ 10 bilhões.

No Bradesco, a procura foi 11% maior entre as companhias de médio porte. Até outubro, o banco financiou cerca de R$ 1 bilhão para 14 mil empresas da indústria e do varejo. Em 2014, no total, 30 mil empresas tomaram R$ 1,9 bilhão em crédito. Neste ano, a expectativa é superar R$ 2 bilhões em empréstimos nas linhas para o 13º.

Quem fizer o empréstimo no Bradesco em novembro terá 14 meses de prazo para pagar. A linha atende empresas de todos os portes e os juros cobrados ao mês dependem de critérios como ter ou não a folha de pagamento no banco. A taxa média cobrada ao mês é de 2,34% ante 2,22% no ano passado.

No Banco do Brasil, a linha de crédito para micro e pequenas empresas conseguirem recursos para o 13º chegou a R$ 637 milhões em 13 mil contratos feitos entre 31 de julho e 24 de setembro. O parcelamento máximo é de 24 meses.

MAIS CARO

Pesquisa da Fiesp mostra que 89,6% das empresas consideram que o crédito para pagar o 13º salário neste ano está mais caro ou muito mais caro na comparação com o ano anterior. Mesmo assim, procuram os bancos porque não têm outra opção.

"A nossa intenção era provisionar recursos durante o ano. Mas as reservas foram usadas para quitar rescisões de 140 demissões efetuadas. Agora, vamos ter de recorrer a empréstimos para manter o 13º em dia", diz Assed Bittar Filho, sócio da Tecbor Borracha Técnica, empresa de Rio Claro (SP), que fornece artigos de borracha para fabricantes de caminhões e para o setor de construção.

"O problema é que o dinheiro ficou mais difícil e mais caro. É preciso dar mais garantias [aos bancos], como imóvel, recebíveis. Também precisa estar com impostos em dia para conseguir melhores condições", diz o empresário.

Fonte: Folha de São Paulo

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