Atenção! Você está utilizando um navegador muito antigo e muitos dos recursos deste site não irão funcionar corretamente.
Atualize para uma versão mais recente. Recomendamos o Google Chrome ou o Mozilla Firefox.

Notícias

Banco Central baixa para 0,7% previsão de alta do PIB neste ano

Facebook
Twitter
Google+
LinkedIn
Pinterest
Enviar por E-mail Imprimir
30/09/2014 - 08:11

Se confirmada, será a menor expansão da economia desde 2009.
Até setembro de 2016, inflação não deve ficar abaixo de 5%, estima BC.

A economia brasileira deve ter este ano o pior desempenho desde 2009, segundo estimativa divulgada nesta segunda-feira (29) pelo Banco Central. De acordo com o relatório de inflação, a expectativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 0,7% em 2014 – menos da metade da previsão anterior, de 1,6%. Em 2009, a economia teve retração de 0,33%.

Foi a segunda vez que o Banco Central revisou para baixo a expectativa de expansão da economia em 2014. No início do ano, a autoridade monetária previa uma alta de 2% para o PIB.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, e serve para medir a evolução da economia. Em 2013, a economia cresceu 2,5%.

"A trajetória do PIB na primeira metade de 2014 sugere menor crescimento da economia este ano em relação ao observado em 2013. Para o segundo semestre, as perspectivas indicam atividade em expansão", informou o BC.

A previsão do BC está abaixo da estimativa feita pelo governo federal na semana passada, de uma alta de 0,9% para o PIB deste ano, mas está bem acima da expectativa do mercado financeiro - que prevê um crescimento de apenas 0,29% para este ano.

Inflação
O BC baixou um pouco, no relatório de inflação divulgado nesta segunda, sua estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país.

Para 2014, a previsão do BC para o IPCA recuou de 6,4%, em junho, para 6,3% nos cenários de referência (juros e câmbio fixos) e de mercado (com a estimativa dos bancos para juros e câmbio).

Para o ano que vem, estretanto, a expectativa da autoridade monetária para o IPCA subiu em ambos os cenários. No cenário de referência, passou de 5,7% para 5,8% e, no de mercado, avançou de 6% para 6,1%.

O Banco Central informou ainda que sua estimativa de inflação para os doze meses até setembro de 2016 está em 5% no cenário de referência e em 5,2% no cenário de mercado.

Deste modo, até setembro de 2016, a autoridade monetária informou que não prevê inflação abaixo de 5% (em doze meses).

Preços ao consumidor
O BC informou, por meio do relatório de inflação, que a "evolução favorável" dos preços ao consumidor no trimestre encerrado em agosto refletiu o "arrefecimento da variação dos preços livres, em particular, a deflação nos grupos alimentação e transportes".

"Prospectivamente, a deflação recentemente observada dos preços no atacado e os efeitos
defasados das ações de política monetária [alta de juros implementada entre abril de 2013 e maio deste ano], entre outros aspectos, sugerem contenção das pressões altistas de preços ao consumidor nos próximos meses", informou o BC no relatório de inflação.

Sistema de metas
Pelo sistema de metas que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, tendo por base o IPCA. Para 2014 e 2015, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Deste modo, as estimativas do BC divulgadas nesta quinta-feira mostram o IPCA longe da meta central de 4,5% estabelecida para 2014 e 2015, embora ainda esteja dentro do intervalo de tolerância existente, começando a cair mais fortemente, em direção ao centro da meta, somente em 2016. O teto do sistema de metas de inflação brasileiro é um dos mais altos do mundo. Em doze meses até agosto, o IPCA somou 6,51%.

Inflação elevada e BC vigilante
O Banco Central avaliou que, apesar de a inflação ainda se encontrar "elevada", pressões inflacionárias atualmente presentes na economia – como aquelas decorrentes de ganhos salariais incompatíveis com ganhos de produtividade e dos processos de realinhamento dos preços domésticos em relação aos internacionais e dos preços administrados em relação aos
livres – tendem a arrefecer ou, até mesmo, a se esgotar ao longo do horizonte relevante para a política monetária (até setembro de 2016).

"Em prazos mais curtos, some-se a isso o deslocamento do hiato do produto para o campo desinflacionário. Nesse contexto, o Comitê reafirma sua visão de que, mantidas as condições
monetárias – isto é, levando em conta estratégia que não contempla redução do instrumento de política monetária –, a inflação tende a entrar em trajetória de convergência para a meta nos trimestres finais do horizonte de projeção", acrescentou a autoridade monetária.

O Banco Central destacou ainda que, em momentos como o atual, a política monetária [definição dos juros para controlar a inflação] deve se manter "vigilante", de modo a minimizar
riscos de que níveis elevados de inflação, como o observado nos últimos doze meses, persistam no horizonte relevante para a política monetária. Os juros básicos da economia estão atualmente em 11% ao ano.

Fonte: G1

Tópicos:
visualizações