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Banco brasileiro entre os líderes de retorno

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24/06/2013 - 09:31

Apesar da queda recente nos resultados, os bancos brasileiros mantiveram o posto entre os mais lucrativos do mundo, mostra o Banco Internacional de Compensações (BIS) em relatório anual divulgado. As instituições locais perderam, porém, no ano passado, a liderança em rentabilidade que exibiram entre 2008 e 2011 para Rússia e China.

Pelo levantamento, as instituições financeiras locais continuaram a exibir o maior spread (a diferença entre a taxa que pagam ao captar dinheiro e os juros que cobram para emprestar), bem como custos operacionais mais elevados. O levantamento incluiu os 15 maiores sistemas bancários do mundo.

No ano passado, a lucratividade da banca brasileira antes de impostos caiu para 1,50% do total de ativos, em linha com maior provisão contra calotes. Entre 2000 e 2007, antes da crise global, a rentabilidade das instituições antes de impostos era a segundo maior, representando 2,23% do total dos ativos, só ficando atrás do sistema bancário russo.

Nesse período, no Brasil a margem financeira líquida era a maior de todos, de 6,56%, comparado-se a 2,71% nos Estados Unidos, por exemplo. Já os custos operacionais das instituições brasileira chegavam a 6,21% do total dos ativos, ante 3,5% nos EUA e menos de 5% na Rússia.

Entre 2008 e 2011, em plena crise, a rentabilidade dos bancos brasileiros baixou para 1,61% do total dos ativos, mas passou para o primeiro lugar, em razão de queda maior nos ganhos de instituições de outros países. Nesse período, o spread diminuiu para 4,77% em média e a provisão contra calotes subiu para 1,42%, enquanto os custos operacionais foram cortados para 3,79%.

Entre 2000 e 2012, os custos operacionais dos bancos brasileiros caíram pela metade, de 6,21% para 3,33%, mas ainda são os mais altos entre os maiores bancos do mundo. O levantamento do BIS não contempla, entretanto, as despesas de pessoal de instituições financeiras de países como China, Alemanha, França e Suécia. O spread no Brasil também diminuiu, mas permanece sendo igualmente o maior na comparação internacional. E a rentabilidade baixou, mas continua no topo.

Globalmente a lucratividade do setor bancário se recuperou desde a baixa registrada durante a crise financeira, mas de forma desigual entre os países. "A estabilidade dos lucros será crucial para garantir a resiliência do setor bancário", diz o BIS.

Nos Estados Unidos, os lucros do setor bancário antes de impostos aumentaram no ano passado, em boa parte em razão de queda nas provisões de crédito. Mas a combinação de política monetária acomodatícia e condições de crédito competitivas continuou apertando a margem financeira líquida das instituições. O retorno de bancos na China e na Índia aumentou graças ao spread maior e forte expansão do crédito. A rentabilidade na Rússia melhorou, sobretudo com a forte queda nas provisões para inadimplência.

Os lucros em outros países prosseguiram fracos. Na zona do euro, a crise da dívida soberana comprometeu a qualidade dos ativos e a estagnação da economia baixou a receita. O aumento do calote, principalmente na Itália e na Espanha, exigiu provisões bilionárias.

No geral, o BIS avalia que os bancos fizeram progressos na baixa de créditos irrecuperáveis, com os americanos à frente dos europeus. A entidade ainda vê com reticências a qualidade dos ativos dos europeus. Estima que os próximos testes de estresse serão decisivos para as instituições concluírem a contabilização de suas perdas e limpar os balanços.

Os bancos, como um todo, também melhoraram a estrutura de funding. Grandes instituições internacionais, ainda abaixo das exigências de capital fixadas para 2019, reduziram a insuficiência para € 208,2 bilhões. O valor equivale à metade do lucro dos conjunto desses bancos estimado para os próximos anos.

Os lucros retidos são agora a principal fonte de fundos próprios para os bancos. Entre 2001 e 2012, alcançaram US$ 3,667 trilhões por parte de instituições nos EUA, zona do euro, Reino Unido e Japão.

Desde o começo da crise, os bancos melhoraram o capital em relação a ativos ponderados por riscos, pela combinação de desinvestimento e realocação de portfólio. O BIS calcula que bancos globais venderam cerca de US$ 720 bilhões em ativos desde 2007.

Fonte: Valor Econômico


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