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Balança comercial: Março registra pior saldo em 12 anos

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02/04/2013 - 09:20

Brasília - Contrariando a previsão do próprio governo, que antecipara um resultado negativo, a balança comercial brasileira registrou superávit em março de US$ 164 milhões. O saldo positivo veio, contudo, com gosto amargo: é o pior resultado para o mês dos últimos 12 anos. No acumulado de 2013, o rombo na balança comercial (diferença entre as importações e as exportações) chegou a US$ 5,2 bilhões, um recorde histórico, considerando a série iniciada em 1993.

O saldo de março, anunciado ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, representa uma queda de 92% diante do apurado no mesmo mês de 2012. E só não foi pior, engrossando o déficit histórico do trimestre, porque a Petrobras diminuiu o ritmo de registros de operações de compra de combustível. Desde o início do ano, a estatal vinha contabilizando, “em atraso”, compras feitas ao longo do ano passado e que não entraram nos cálculos da balança em 2012 por conta de uma mudança nas regras da Receita.

O governo esperava que o problema fosse resolvido no mês passado, o que não ocorreu. A Petrobras lançou apenas US$ 200 milhões de seu estoque e ainda há US$ 1,8 bilhão a ser registrado.

A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, disse que não sabe se o impacto se dará apenas em abril ou se será diluído por mais meses. “Este é um fator que explica o superávit de março. Para os próximos meses, porém, o superávit não será tão robusto como imaginávamos”, previu.

Demanda

Apenas em março, o aumento das compras de combustíveis - majoritariamente petróleo - foi de 15,8% ante o mesmo mês de 2012 e novas altas como estas devem ser vistas a partir de abril, segundo a secretária. Tatiana atribuiu o aumento das importações à maior demanda pelos brasileiros e à redução da produção doméstica.

A supersafra de grãos também ajudou o resultado da balança em março. As vendas de soja, que é a principal commodity agrícola do País, foram 1,9% maiores em dólares do que em março de 2012, apesar de a quantidade exportada ter caído. O produto número 1 das exportações, o minério de ferro, recuou 0,9% no período. Já o milho surpreendeu ao registrar aumento de vendas de 613,7%.

Logística

Para os próximos meses, porém, a dificuldade de escoamento de grãos no País deve interferir na balança. “A informação é a de que não há cancelamentos de contratos, mas reprogramação de embarques em função de dificuldades logísticas”, admitiu a secretária. Caminhões parados nas estradas e em portos encarecem os produtos brasileiros e preocupam o governo, que, segundo ela, já começou a atacar o problema.

Apesar das dificuldades que ainda virão pela frente, como previu a própria secretária, a perspectiva para as exportações é positiva. Tatiana não fez projeções para 2013, mas disse acreditar que o Brasil conseguirá manter volumes recordes de vendas como os vistos nos dois últimos anos. Em março, a média diária foi de US$ 966 milhões - uma marca inédita. O superávit só não foi maior, conforme a secretária, porque as compras continuam fortes. “As importações são muito sensíveis ao crescimento da economia.”

O Banco Central já revisou para baixo sua previsão para o saldo comercial de 2013, que deve ser de US$ 15 bilhões. Alguns agentes do mercado chegaram a prever superávit inferior a US$ 10 bilhões, mas Tatiana se esquivou de analisar os números: “não comento projeções feitas por outros”.

Fonte: Jornal O Popular


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